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Bohemian Rhapsody (Crítica)

Bohemian Rhapsody
Bohemian Rhapsody

Bohemian Rhapsody – O Filme (com spoilers)

Antes de falar sobre o filme é preciso perguntar, você conhece a banda ou seus maiores sucessos?

A pergunta parece boba, mas se você é muito jovem e, antes de assistir não pesquisou na internet, provavelmente não deve saber nada sobre o fenômeno que foi o Queen, ou quem foi Freddie Mercury, o vocalista da banda.

O Queen foi uma banda britânica de rock, fundada em 1970 e ativa, sob sua formação clássica, até 1991. O grupo, formado por Brian May, Freddie Mercury, John Deacon e Roger Taylor.

Os primeiros disco da banda:

1° Queen é o álbum de estreia do grupo de mesmo nome. Foi lançado em julho de 1973 contendo “Keep Yourself Alive” e “Liar”, os primeiros singles.

2° Queen II é o segundo álbum de estúdio da banda, lançado em 8 de março de 1974 no Reino Unido pela EMI e em 9 de abril na América do Norte pela Elektra Records.

3° Sheer Heart Attack é o terceiro álbum de estúdio, lançado em 8 de novembro de 1974.

4° A Night at the Opera é o quarto álbum de estúdio, lançado em 21 de novembro de 1975 na Europa e em 2 de dezembro de 1975 nas Américas.

Depois de quatro discos lançados o Queen já era um fenômeno mundial e parecia que não haveria limites para o grande sucesso da banda.

Com grandes sucessos sendo lançados um após o outro como : Somebody to Love, We Will Rock You, Don’t Stop Me Now, Another One Bites the Dust, Crazy Little Thing Called Love e o lançamento da sua primeira coletânea, o disco Queen Greatest Hits.

Como qualquer banda, o Queen teve momentos de desentendimento entre os integrantes. O vocalista Freddie Mercury partiu para uma carreira solo, mas a experiência não foi tão bem-sucedida como ele esperava, ficando perdido em companhias questionáveis, drogas e muitas orgias, fazendo-o ficar isolado e decidindo voltar com a banda e seus amigos.

O Filme

Bohemian Rhapsody narra todos esses acontecimentos de maneira clara e objetiva, abordando a vida sem regras de Freddie, sua vida amorosa no início da carreira com Mary Austin e seu período conturbado com as drogas, até o seu último companheiro Jim Hutton.

Rami Malek como Freddie Mercury está incrível e os demais atores que também deram vida aos integrantes da banda ficaram muito parecidos, são eles: Ben Hardy como Roger Taylor, Joseph Mazzello como John Deacon e Gwilym Lee como Brian May. Os trejeitos de Rami como Mercury ficaram idênticos, retratando sim seu jeito extravagante e único, que contribuíram para sua fama lendária. A decisão de dublar também foi assertiva, pois, vc consegue imaginar alguém cantando exatamente como Freddie? Não.

Sobre a banda como um todo o filme detalha como foi o encontro entre os integrantes e suas aventuras no início, mostrando – ao contrário do que muitos pensam – o enorme sucesso que fizeram nos Estados Unidos. Fato curioso é saber que um famoso produtor musical da época não quis lançar a música tema do filme Bohemian Rhapsody por considerar longa demais alegando que nenhuma rádio iria tocar.

Outro ponto que achei bacana foi demonstrar o quão necessário Roger Taylor, John Deacon e Brian May foram para Freddie. É comum pensarmos que muitos vocalistas conseguem o estrelado sozinhos, ficando evidente que o caso de Freddie não foi assim e demonstrando ao público que cada integrante do Queen era necessário.

Um ponto negativo foi a forma que a apresentação de Love of My Life foi retratada. A apresentação no Brasil, em janeiro de 1985, merecia algo mais próximo da realidade, pois até hoje é impossível assistirmos sem um arrepio de emoção. No filme Freddie comenta com Mary sobre o lindo coro de fãs, sobre a surpresa e que era o maior público já registrado (aproximadamente 250 mil pessoas), porém, colocaram a apresentação como realizada nos anos 70, com outra caracterização de Freddie. Podiam ter retratado como aconteceu, é lindo.

O bigode de Rami estava meio caricato e a apresentação final mostrou um Freddie mais magro, diferente do que houve de verdade, já que o cantor ficou mais abatido no final dos anos 80, já perto de sua morte.

O ápice do filme fica por conta do retorno da banda aos palcos em um dos seus shows mais memoráveis, o Live Aid, realizado no estádio de Wembley em Londres em 13 de julho de 1985. O evento foi organizado por Bob Geldof e Midge Ure, com o objetivo de arrecadar fundos em prol dos famintos da Etiópia.

Depois de um breve resumo do inicio da banda e do que se passa no filme vou falar como um grande fã do Queen: o filme é fantástico. Rami Malek como Freddie Mercury ficou incrível e ouso dizer que ele ficou tão bom quanto Val Kilmer como Jim Morrison em The Doors de 1991, que até então era para mim a melhor cinebiografia de uma banda/cantor.

Para mim que, como disse sou um grande fã, ficou difícil não cantar dentro do cinema, já que são tantos os sucessos da banda ao longo do filme.

Se você não conhece ou não é um fã existe uma grande chance de que você passe a ser, o filme é bem feito e nos permite ter um breve reencontro com, um dos que para muitos, o maior vocalista da história do rock mundial.

Recomendo!

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